Do Portugal velhinho, pobrezinho e parolinho...

"Em apenas cinco anos, Portugal "perdeu" perto de 200 mil habitantes, um número que surpreende e preocupa especialistas em demografia pela rapidez do fenómeno. Iniciada em 2010, a tendência para o decréscimo populacional é imparável e 2014 não foi excepção: no ano passado, o país passou a ter menos 52.479 pessoas, revelam as estimativas sobre a população residente divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No final de Dezembro, viviam no país 10.374.822 pessoas, menos 198 mil do que em 2010."

É impossível ignorar uma notícia destas, principalmente quando ainda se está na casa dos vinte.
Agora é esperar pelos argumentos espalhafatosos de que a culpa é das meretrizes que engravidam e abortam, a culpa é dos casais egoístas que só têm um filho ao invés de um orfanato. Lamento, não concordo com nenhuma das teses.
Nascem menos crianças quando as pessoas passam a importar menos do que os números. Nascem menos quando a qualidade de vida é menos importante do que o défice. Quando a taxa de desemprego é assustadora. Nascem menos bebés quando nos dizem que temos de aguentar tudo e mais alguma coisa em nome da estabilidade financeira do país. A política ultra-liberal tem consequências,mas andamos aqui a fingir que não é nada connosco.

"Os números agora revelados pelo INE apontam para decréscimo populacional de 0,5%, em 2014, que é resultado de um saldo natural negativo (mais 22.423 mortes do que nascimentos) e um saldo migratório igualmente negativo (mais 30.056 emigrantes do que imigrantes)." 

Bom, também  não me espanta. Como podemos ter imigrantes se, durante anos, os tratámos abaixo de cu de cão? Quem não se lembra do trolha ucraniano que era médico no seu país? Conseguem imaginar o vosso médico de família em cima de um andaime?
Quando somos nós a emigrar, ficamos ofendidos se nos tratam mal.

Conclusão:
Não temos condições para ter crianças e quem tem um pouco de ambição manda-se por esse mundo fora. Os imigrantes não querem saber de Portugal, país de snobes.
Os portugueses são masoquistas. Porquê? Por isto:

(Aqui)

A sério que vamos continuar a votar nos partidos que nos deixaram nesta situação?

Comentários

  1. Triste... nem me ocorre mais nada que sinceramente já se passou dos 20 e parece que sempe que falo disto com amigos/conhecidos todos me respondem o mesmo por isso... acho sinceramente que desisti... sei que não é o melhor mas sinto que tenho tanto problema para resolver e ninguém quer saber (estes ninguém refiro-me a patentes competentes não ao vizinho ou amigo)... sinto que continuo a votar e a acreditar em minorias que têm tudo para dar certo se aqueles que não votam ou votam em branco se interessassem, sinto que não se interessam porque felizmente ainda não passaram por um terço do que passei e do que a maioria dos cidadãos passou e está neste momento a passar!!!....
    Enfim...

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    1. Eu ainda estou nos 20 (29 para ser exacta) e, não agora claro, quero ter filhos. Mas a questão que se impõe é "Como?". Apesar de ter formação superior, recebo pouco e não tenho grande estabilidade. Será sensato ter um filho? Não. E como eu existem milhares de portugueses!

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