Perdoem-me a ausência.

Tinha horas extra para gozar e decidi ir mais cedo para a Terceira.
Comprei a passagem e vim na Sexta-feira. Não avisei a família, só uma amiga que ficou de ir buscar-me ao aeroporto.
Primeira paragem: Trabalho da minha irmã. Liguei e pedi um favor: "Ajuda-me com as malas". A rapariga passou-se.
Primeira etapa, done!
Ela ligou à mãe a convidar para almoçar. De seguida passa-me o telemóvel e a Sô Dona Flausina lá percebeu que era eu. "Oh rapariga, onde estás?!". Quando disse que estava com a sis oiço "volta lá para o Pico, que só estou a contar contigo amanhã". Quem tem uma mãe assim, tem tudo.
O pai reagiu normalmente, não é histérico como nós. Mas os miúdos...Ai os meus pequenotes! 
Fui ao colégio do mais novo. Estava numa actividade e, por isso, tinha um pano na cabeça. Parei à porta e quando ele me viu...Mandou-se a correr (e quem o conhece sabe que isso é uma coisa esquisita de se ver, pois o pequeno é desengonçado como tudo) e a gritar "tia!!!". Alguns abraços e beijos depois, estava na hora de surpreender o outro.
Cheguei ao colégio e bati à porta da sala dele. Fiquei lá parada. O miúdo viu-me, mas não queria acreditar. Ficou estático! Sem reacção. Quando sorri para ele, gritou "Tia!" e correu para mim. A educadora disse que ele estava a chorar, mas não tenho a certeza. Posso afirmar que foi dos maiores abraços que recebi na minha vida e só queria congelar aquele momento.
Ontem chegou o meu gajo e nem imaginam  felicidade destes miúdos. Todos os dias andamos em função deles, a tentar compensar o tempo perdido.
Podia partilhar fotografias das minhas férias, podia divulgar um pouco mais da minha ilha, podia registar cada momento. Mas não, ando desaparecida porque estou a aproveitar cada minutinho com os meus. E isso é o mais importante.

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