Dos atentados

Aprendi nos primeiros anos de faculdade que o principal objectivo dos extremistas é espalhar o medo/terror. Avaliando assim, podemos dizer que o EI foi além do proposto.
Tal como acontecera em Janeiro com os atentados contra o Charlie Hebdo, os europeus voltaram a ficar chocados com os atentados de Sexta-feira. E porquê? Porque em Janeiro assistimos a uma "vingança" para limpar o bom  nome do Profeta - tantas vezes achincalhado por esses bandidos que riem à custa da fé alheia - mas desta vez não. O motivo é aquele sentimento anti-ocidente que eles tanto pregam nas suas terras.
O ataque foi bem planeado e, penso eu, os objectivos foram alcançados. Muitos mortos, muitos feridos e um continente impotente. Sendo um dos pilares da UE a segurança, penso que a construção europeia não está a seguir o rumo certo. Podemos parar de olhar apenas para a política monetária?
Se olharmos para esta questão com atenção, percebemos que o problema que ignorámos tanto tempo é, de facto, uma ameaça que temos de combater. Há quanto tempo dizemos que o EI é um problema do mundo árabe? Há demasiado. 
Mas gostaria de focar três pontos essenciais neste post:

1) A resposta ao terrorismo não pode ser extremista.
Como seria de esperar, culparam os refugiados. "Ah e tal, porque os terroristas entraram na UE com os refugiados", "Isso, continuem a receber essa gente" and so on...ERRADO! Os refugiados nada têm a ver com essa gente. Aliás, qualquer muçulmano que se preze repudia o EI.
Penso que os europeus perceberam do que fogem os refugiados.

2) A resposta da França.
O discurso de Holland denunciou a intenção de responder militarmente.
"Isto é um acto de guerra" e "a resposta será impiedosa" foram apenas duas das muitas expressões utilizadas pelo Presidente francês.
48 horas depois, surgiram as notícias de bombardeamentos a pontos estratégicos do EI. Saúdo a resposta rápida da França, mas não sei se será suficiente.

3) A origem do problema.
Ao contrário do que muitos dizem, este problema também é nosso.
Os homens-bomba estão a ser recrutados dentro da nossa casa a um ritmo avassalador.
A Europa tem de reflectir sobre o rumo a seguir, mas se se focar apenas em défices, dívidas e taxas, não vai resolver os problemas que os cidadãos enfrentam diariamente e o resultado será catastrófico.
Temos de combater as ameaças externas, educando as nossas crianças para a democracia, para a liberdade e, acima de tudo, para aceitarem a diferença. A política da juventude deverá contemplar medidas sérias e eficazes de combate ao desemprego, pobreza e exclusão social.

Não quero ser profeta da desgraça, mas o EI não fica por aqui.

Comentários

  1. Olá
    Aqui estou eu na tua nova casa. Foi o euromilhões?
    Agora a serio, será que estamos seguros em algum lugar do mundo?
    Será que alguma vez irá parar?
    Infelizmente estou de acordo contigo e também acho que não ficará por aqui.
    Boa semana

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  2. Olá Joana!
    Assobiar para o lado não resolve o problema. A UE e os EUA têm de se unir e definir uma estratégia eficaz para combater o EI.

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