1) As prioridades da Assembleia da República.
 O professor não compreende a ordem de prioridades deste Parlamento. Não entendo porquê. Se todos os homens são iguais em direitos e deveres e se não podem ser discriminados com base na cor, religião, etc., é perfeitamente normal que o Parlamento tenha alguma urgência em pôr termo a lei discriminatória. Mas o professor acha que os problemas de natureza económica são mais importantes que o bem estar das crianças institucionalizadas que esperam a vida inteira por uma família.

2) Os pilares em que os "liberais" se apoiam.
Bem, isto é difícil...Os "filósofos de café" não acreditam que, em termos físicos, os homens são iguais às mulheres. O que pensam é que todos os indivíduos são iguais em direitos. E até percebo. Se os gays pagam os mesmos impostos que os hetero, em princípio têm os mesmos direitos. Ou isto é só desembolsar?!
O professor fala em questões religiosas. Bom, eu sou crente. É verdade. Apesar de não ser beata, nem ir à igreja frequentemente, sou uma mulher de fé. Não é por acaso que faço questão de ir todos os anos na peregrinação à Nossa Senhora dos Milagres. Tenho fé. Mas tenho fé num Deus bom, que olha para nós como irmãos e iguais.
Contudo, vou-me abster de comentar a parte de quem fez o pénis do professor. Acho que percebem que isso é o cúmulo do ridículo.

3) Sociedade só de homens vs Sociedade só de mulheres.
Despertei o homem que há em mim e fiquei com vontade de bater neste comentador!
Então a mulher não consegue definir o seu caminho?! "Um homem sozinho só faz asneiras"?!
Considero absurdas as palavras do professor, pois este discurso minimalista e irracional põe em causa a educação que, por exemplo, as mães solteiras e os/as viúvos/as dão aos seus filhos.
Então eu não consigo educar o meu filho sozinha? Tenho obrigatoriamente de ter um homem ao meu lado para me indicar o caminho?
Epá, os meus pais divorciaram-se e, apesar de manter contacto com o meu pai, fui educada pela minha mãe. Diga-se de passagem que sempre me indicou o tal caminho, incentivou-me a ir mais além e esteve sempre lá para mim. O meu pai, por seu turno, não andou por aí a agredir ninguém.

4) A questão da adopção.
Ninguém questiona o facto de algumas crianças quererem ter um pai e uma mãe. Mas temos de questionar se essas mesmas crianças preferem uma família homossexual ou uma instituição.
Como uma Assistente Social que conheço diz, e muito bem, se as famílias hetero fossem todas equilibradas e perfeitas, não existiriam Comissões de Protecção de Crianças e Jovens nem morreriam centenas de mulheres todos os anos, vítimas de violência.
Claro que - tal como se sucede em todos os casos de adopção - o processo de adopção de crianças por casais gays deve ser seguido e o Estado tem de ter sempre em conta o superior interesse da criança.

5) Curiosidade.
Sabem que cresceu numa família heterossexual?
O professor Pedro Arroja.

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