Sobre o Burkini e outros tantos símbolos de opressão

Concordo em absoluto com a proibição do burkini nas praias, tal como concordo com a proibição do uso da burqa em espaços públicos, nomeadamente escolas. Porquê? Ora vejamos:

- Em primeiro lugar, por questões de segurança. A Europa tem explodido a um ritmo assustador e a verdade é que um terrorista pode perfeitamente vestir uma burqa e transportar uma bomba debaixo dela. Por muito rebuscada que seja, é uma teoria válida.

- Em segundo lugar, porque na Europa os Estados são independentes da religião. Seja ela qual for. Sou do tempo em que todos os dias rezávamos uma Avé-Maria e um Pai Nosso antes de começarmos as aulas. Foi proibido e todos os crucifixos foram retirados das salas de aula. Era ofensivo para as outras religiões. Ora, se olhar para um crucifixo é uma ofensa reconhecida pelos Estados Europeus, olhar para um saco de batatas na praia e para um guarda-sol ambulante também é.


- Em terceiro lugar porque esta é a nossa casa. E em casa alheia temos de nos comportar. Eu fui a Marrocos com amigos e vesti-me de acordo com as regras dos marroquinos. Fui proibida de entrar numa mesquita por ser mulher. Respeitei. A minha amiga quase levou um estalo porque se recusou a usar um lenço para tapar o cabelo. 
Se nós respeitamos as culturas deles, não seria de esperar que respeitassem o nosso modo de vida? É de salientar que as mulheres que se manifestaram a favor do uso do burkini não o poderiam fazer no seu país de origem. "Mulher" e "manifestação" são duas palavras que não podem estar na mesma frase.

Reparem que não estou a defender a interferência do Estado na esfera privada dessas pessoas. Se querem usar burqas e afins, estão à vontade...Das suas portas para dentro. 

Querem tolerância? Comecem por tolerar os outros.

Comentários

  1. Nem mais!!! Se nós quando lá vamos temos que usar o lenço, aqui devem também respeitar o que nós usamos e as nossas crenças. Na mistura de tantas, quem está mal, fica em casa porque o desconforto daquilo deve ser enorme. E não se trata de se vestir o que se quer, como li num blogue ignorante, trata-se de religião imposta aos nossos olhos. Não e não!

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    1. As pessoas usam o pretexto das liberdades individuais. Na minha opinião, a liberdade individual de cada mulher é posta em causa quando a religião (na sua vertente radical) a limita no vestuário.
      Irrita-me esta Europa boazinha e tolerante que aceita tudo e mais alguma coisa para ser politicamente correcta.
      Uma coisa é multiculturalismo, outra é aceitarmos uma contra-cultura que nos quer impor as suas regras.
      Bjs*

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  2. Eu acho que este é um tema muito, muito sensível. Mas uma coisa é verdade, quando saímos no país tentamos respeitar o país anfitrião, as crenças e costumes locais. Porque não tentam eles fazer o mesmo?
    Beijinhos

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    1. Olá Chic'Ana!
      Aqui na Europa os Estados são laicos, pelo que a religião é algo que deve ser mantido na esfera privada de cada cidadão ou nos locais de culto.
      Tens zonas no Reino Unido onde a lei do país é totalmente ignorada, pois já foi implementada a sharia. Isso acontece e é preocupante!
      Eles (estou a generalizar, bem sei) vêm para cá e impõem as suas regras/crenças e nós não podemos aceitar isso.
      Querem ser respeitados e tolerados, comecem por respeitar os costumes do país que os acolhe.
      Bjs*

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